
Se nós fôssemos reunir um congresso de filhos de apóstolos, bispos, pastores, mestres, presbíteros, diáconos — sem falar em muitos dos próprios pais, muitos deles casados, porém gays também, matando um leão por dia para dar conta do recado —, nós, sem dúvida, teríamos que ir para um grande ginásio de esportes, ou até para um pequeno estádio, um “Maracanãzinho”, a fim de comportar apenas a moçada imediata.
Isto porque aproximadamente 15% da população se declara gay. Ora, está provado que os índices estatísticos da “igreja” (fenômeno humano e histórico), não são em nada diferentes dos do resto da sociedade, o que numa população de uns 30 milhões de evangélicos faria com que uns 3 milhões de evangélicos sejam gays; gays enrustidos, trancados no armário pastoral; ou, muitas vezes, se promiscuindo mais que qualquer promíscuo, pois, não podendo se abrir, a pessoa acaba “fugindo” para encontrar gays, e, nesse caso, acham apenas os gays-pra-consumo, nas boates ou na internet; e, assim, escondem quem são na “igreja”, enquanto, em razão disso, vão se tornando os gays mais descontrolados da praça.
Assim, mais uma vez, a fim de coar o mosquito, manda-se o cara para uma dieta de camelos contaminados.
Tenho dito repetidas vezes neste site que conheço aqueles que nasceram gays (esses são gays de fato); os que foram feitos homossexuais (em geral são vítimas de sexo homossexual com gente mais velha na infância; e vicia, como qualquer outra coisa; posto que o primeiro estímulo erótico objetivo veio de uma relação homossexual, o que, muitas vezes, “fixa” o padrão das pulsões da pessoa naquela área); e os que se fizeram gays (normalmente nem gays são, mas, por razões distintas, “optaram” por aquela inclinação ou desejo mesmo).
Nesses três casos, o primeiro é de natureza “humanamente imutável”, tão imutável quanto as chances que eu teria de me tornar gay: nenhuma. Já na segunda perspectiva, a situação é reversível, não sem muito trabalho e esforço psicoterapêutico; tudo dependendo, é claro, da vontade que a pessoa tenha ou não de enfrentar a si mesma, na forma do vicio que se instalou. De fato, em geral, esses são os mais culpados, pois sabem que não nasceram gays, mas ficaram viciados no sexo por essa via. E, por último, há os que “optaram”, a maioria dos quais por escolha de prazer e por privilegiarem as sensações do sexo chamado “invertido”.
Ora, as duas últimas categorias (desculpe chamar de “categoria”, não há nada além de terminologia aqui) são reversíveis, isso quando a pessoa deseja muito que tal aconteça, mas, como disse, nunca sem muita luta.
Entretanto, esses dois últimos grupos, em geral, não querem “relacionamentos”, mas apenas sexo; posto que somente os gays-gays se apaixonam mesmo.
Portanto, para mim, depois de anos de observação e milhares de conversas, concluí que no geral somente os que nasceram gays se apaixonam e querem ter uma relação única, estável e monogâmica com o seu parceiro(a). Os demais, também em geral, querem apenas a transa. Daí haver sempre muito mais promiscuidade relacionada a esses dois grupos. Isso porque os gays-gays, mais do que sexo, eles querem é afeto, só que o único tipo de afeto que os inspira é de natureza homossexual.
Portanto, acredito na condição irreversível de gays-gays (a menos que haja um milagre que até hoje não vi). Mas creio na reversibilidade dos gays-feitos-gay e na daqueles que gostam de transadas gays apenas por diversão, mas que foi ficando algo fixo.
No primeiro caso, parar só se for por uma escolha de natureza celibatária, como muitos considerados “santos” o fizeram (embora Deus saiba suas lutas). Nesse caso, não há mais sexo, embora a sexualidade continue homossexual para sempre.
Já nos dois últimos casos, somente um forte desejo de reversão, e que não deve ser motivado por culpa moral, mas por identificação da verdade interior como sendo outra, a qual a pessoa precisa reconhecer como tendo sido desfigurada pelas más esculturas que se fez na alma, ou que se permitiu que fossem feitas na matéria da alma.
Você disse que eu falei que em alguns casos não se trata de uma opção. E é verdade, conforme acabo de admitir mais uma vez acima.
Como você me acompanha aqui no site, já deve saber que minha questão é outra, visto que não fui chamado para fazer reversões sexuais impossíveis, e nem tampouco enganar as pessoas vendendo tal mentira e impossibilidade. No entanto, como meu interesse é em saúde humana, psicológica e espiritual, sempre que ouço que alguém é gay, mas também gosta ou já gostou do oposto, então, minha consciência manda que tal pessoa busque mais fundo a verdade dentro de sua alma; e isso não por questões morais ou de danação eterna, mas sim em razão de que a vida abundante em Cristo só é possível quando a pessoa, em verdade, diante Dele, abraça quem ela própria é; deixando-se, daí para frente, conduzir pela Graça que põe tudo e todos em seus próprios lugares interiores.
Mas quando as pulsões sexuais são da mesma natureza consistente a vida toda, não há dúvida que tal pessoa é quem sente ser; e nada há a fazer a esse respeito, a não ser abraçar a alma com respeito, dignidade, reverencia, e amor próprio; levando todo o ser à presença da Luz, para, então, aprender a crescer na paz.
Creio que Deus quer que as pessoas sejam quem são no melhor do que elas podem ser, no conjunto de possibilidades que cada um tem e vive.
Quanto a ser gay e ser de Jesus, uma coisa nada tem a ver com a outra; e no dia da Luz, quando os segredos dos corações se abrirem, eu estarei lá, e verei o quão perversos os “irmãos” foram com quem não teve a ventura natural de nascer gostando do que todos nasceram para gostar, embora haja anomalias na constituição da alma de alguns.
A Bíblia condena na Lei um homem deitar com outro homem, assim como condena deitar com a tia, a prima, a parenta chegada, o cachorro, a vaca, a cabritinha, etc... Assim como também proíbe um monte de outras coisas, todas no mesmo contexto, variando apenas as “penas”, que poderiam ser de natureza apenas purificatória, passando pelo exílio, e podendo chegar ao apedrejamento.
No Novo Testamento há algumas denúncias feitas aos efeminados e homossexuais, do mesmo modo que há contra os fofoqueiros, os facciosos, os inafetivos, os mentirosos, os feiticeiros, os falsos profetas, e os hipócritas. Ora, todas essas coisas, se absolutizadas como comportamentos e atitudes irredimíveis, colocam, virtualmente, todos sob condenação (até porque as listas são bem mais extensas, e vão de coisas comportamentais a realidades apenas interiores, como o espírito faccioso e inafetivo: “sem afeição natural pelos pais”, por exemplo).
Portanto, duas coisas devem ser ditas:
1. Todos pecaram, e todos, igualmente, carecem da glória de Deus. E isto é absoluto.
2. As referências que Paulo faz em Romanos 1 às praticas romanas não podem e não devem ser aplicadas ao contexto do homossexual, mas apenas do “homossexualismo”, o qual, mais do que uma condição constitutiva (muitas vezes nem é), é uma escolha pela “putaria”, pela suruba, pela orgia, pelo bacanal (Baco), pela glutonaria, pelos swings, pela troca de casais, e por um estilo de existência no qual Sodoma e Gomorra haviam se tornado um “jardim da infância”. Acho uma perversidade fazer da análise “conjuntural” que Paulo fez de uma situação que se instalara como ideologia da perversão social e global, e aplicarem isto a um indivíduo simples, que não deseja a corrupção, nem ama a promiscuidade, desejando apenas um lugar ao sol.
Eu, todavia, creio que a Igreja tem que ser como uma Família cheia do Amor de Deus.
Nesse caso, pessoalmente, levando em consideração que o Projeto do Principio (Gênesis) tem a ver com a união de macho e fêmea, homem e mulher, julgo que a liderança da comunidade deve manter tal referência, embora, na igreja, deva haver lugar e espaço para todos, até porque não é papel da igreja se meter na vida de ninguém que não tenha pedido opinião, desejando apenas estar no lugar e ouvir a Palavra, como qualquer outro ser humano.
A Igreja não é o Espírito Santo, não é o Pai, nem o Filho, e nem a representante do Juízo de Deus na Terra; sendo seu chamado apenas para ser a proclamadora da Boa Nova de que Deus já se reconciliou com o mundo, em Cristo.
Seja qual for o caminho de Deus para a vida humana, saiba: Ele nunca acontecerá em nenhum chão que não seja Verdade.
Agora vamos às suas perguntas:
1. Uma coisa me deixou com muitas indagações, é quando você fala sobre os homossexuais que já nascem neste estado, eu até hoje não acreditava nesta hipótese, visto que Deus criou homem e mulher para se relacionarem, sendo isto o natural, daí como pode uma pessoa nascer gay?
Resposta:
Conforme já respondi acima, tais casos acontecem em várias perspectivas; há aqueles que carregam distúrbios hormonais desde sempre; há aqueles que nasceram com anomalias genéticas e até físicas, sexualmente falando (como hermafroditas); há aqueles que nasceram com um “aparelho psíquico” invertido, conforme inúmeras demonstrações. Eu mesmo acompanhei meninos que nasceram “psicologicamente meninas” desde sempre. E como já ilustrei muito este tema aqui, pedirei a você que leia tais respostas, posto que eu mesmo acho que já dei minha cota de opinião e esclarecimento acerca do assunto, conforme meu entendimento sincero.
2. Seria algo contra a natureza das coisas, por isso acho isso muito confuso. Por que não vemos este tipo de "anomalia" entre os animais?
Resposta:
O mundo animal não só está cheio de relações homossexuais, como também está cheio de seres mutantes, os quais mudam de sexo ou são andrógenos, sem falar que há criaturas que mudam de sexo conforme a necessidade ambiental.
Golfinhos e outros animais (especialmente mamíferos) praticam relações homossexuais com total naturalidade e com mais freqüência do que praticam as relações heterossexuais; as quais, quase sempre, só acontecem quando as fêmeas estão dispostas ao acasalamento. Do contrário, uma vez passada a “estação da procriação”, as fêmeas seguem juntas — com muita troca de carinho entre elas, enquanto cuidam dos filhos — e os machos prosseguem viagem, praticando sexo uns com os outros mar afora, até o tempo de encontrarem as fêmeas para procriar outra vez. Aqui, todavia, não “justifico” nada; mas apenas digo a você que a natureza está cheia de exemplos, ao contrário do que você disse.
Ora, o mesmo se pode dizer de muitos outros animais. Todavia, macacos são os mais frenéticos nessa liberdade; e diversas espécies vivem naturalmente esse tipo de coisa.
O que eu particularmente noto é que quanto mais “mamífera” é a espécie, mais comum é a homossexualidade.
O conceito de “anomalia” é algo muito moral para nós humanos. Veja: os leprosos já foram os grandes doentes físicos que carregaram o estigma moral de algo que nada mais era que “anomalia”, do ponto de vista médico. Mas até que isto ficasse claro (há poucas décadas), os leprosos continuavam a ser os amaldiçoados “leprosos”.
Até a “cegueira de nascença” foi interpretada como uma “anomalia” de natureza “moral”: “Quem pecou?” (Jo 9).
A resposta de Jesus diz que as “anomalias” são coisas “particulares”. Ou seja: Ele não nos deu uma “teologia do anômalo”, mas apenas disse que “naquele caso” aquilo tinha um propósito para o homem, não para a sociedade julgadora. E o interessante é que Jesus sempre trata caso a caso, coisa a coisa, e não dá mandamentos acerca das “anomalias”, exatamente porque as “anomalias” são “particulares”; e, portanto, cada uma delas merece um trato direto, particular, pessoal, e não universal.
O problema é que alguém nascer com Síndrome de Down, ou com desordens de natureza genética, ou de qualquer outra forma, não choca tanto, pois não atinge a área sexual como função ou desejo invertido.
Há dois grandes tabus acerca de anomalias no meio cristão:
1. O tabu da doença mental ou da disfunção cerebral, neurológica ou psíquica.
2. O tabu das anomalias sexuais, as quais são sempre vistas como se via o antigo “leproso”.
Homem e mulher foram feitos um para o outro, e esse é o ideal de Deus para a vida humana.
No entanto, há homens que nascem desejando uma mulher, mas o pênis é anômalo (pequeno ou monstruosamente grande); há aqueles que querem casar, mas são doentes fisicamente; e há aqueles que desejam se unir a alguém, mas, por um grave defeito físico, acabam sozinhos. O que é isso? Não é anomalia? Não está presente na natureza?
Ora, este mundo é caído; e, nele, crescem “cardos e abrolhos” (conforme o Gênesis), o que é uma simbolização das mutações e das anomalias que invadiriam a vida no “Jardim” que um dia a Terra foi.
Meu irmão, minha consciência em Cristo me manda crer como creio e dizer o que digo; posto que sei que num mundo caído, o principio é o seguinte:
Foste chamado livre, não te tornes escravo de ninguém; foste chamado sendo escravo, aproveita a oportunidade da libertação se ela vier. Mas se não vier, faze o melhor que tu puderes da vida que tu tens. Cada um ande conforme foi chamado!
Esta é a síntese do que Paulo ensina em I Coríntios 7.
O mesmo se vê quando Paulo anuncia o ideal em Cristo de que não há mais sexismos (homem e mulher), nem mais etnicismos (judeu, grego, bárbaro, cita, etc...), nem carmas sociais e econômicos (escravo ou livre); posto que em Cristo, todos são Um. No entanto, mesmo crendo assim, Paulo faz “gestão do mundo real”, visto que o ideal não chegou como real ainda; de tal modo, que se deve buscar o ideal, mas, enquanto isto, deve-se fazer gestão sábia do mundo real, onde pessoas reais, com situações reais, existem, vivem, sofrem; e, muitas vezes, estão totalmente presas, e sem alternativas que lhes sejam divisadas.
Desse modo, mesmo crendo que não deveria haver sexismo, etnicismos, ou carmas sociais e econômicos, Paulo recomenda que os “senhores” tratem bem os “escravos”; que os “escravos” trabalhem de coração servindo a seus “donos”; que os “diferentes etnicamente” se aceitem; e que as mulheres não sejam escandalosas no exercício da liberdade que em Cristo já “tinham” (naqueles dias), mas que não era ainda algo assimilado como “costume social” — Paulo usa essa palavra: costume; em I Coríntios de 10 a 14.
Ora, é também por essa razão que ele manda que os bispos sejam maridos de uma só mulher. E por quê? Ora, nas sociedades onde ele pregava, havia muita gente vivendo e possuindo não só mais de uma mulher, mas, também, mais de uma família. Então, o que ele faz? Ora, ele acolhe tais pessoas, conforme vêm, porém, recomenda que a liderança da igreja aponte na direção do ideal monogâmico da Escritura; daí, quem já veio com o problema, mas foi “chamado” pela Graça assim mesmo, que seja acolhido; porém, como suas vidas já estão marcadas por uma situação não ideal e, todavia, irreversível, Paulo então recomenda que do meio de tais contradições a liderança não seja escolhida; e isto apenas porque a verdadeira Igreja acolhe quem vem e como vem, mas aponta o sentido ideal quando apenas escolhe para ser bispo aquele que é casado de modo monogâmico.
Esse é o espírito de Paulo no trato das “anomalias da existência”.
Dê graças a Deus que você não tem em casa um filho ou parente amado que nasceu gay (poderia ter sido cego de nascença). Isto porque, meu irmão, se isso lhe acontecer ou acontecesse, na mesma hora você entenderia sem hesitação o que eu estou dizendo; posto que somente os duros de coração, ou os que só vêem o problema de longe, em gente que nem existe para eles, é que pode achar que o modo de tratar a questão e acolher as pessoas pode ser diferente, e, ainda assim, ser conforme o espírito do Evangelho.
O que Jesus disse dos eunucos serve também para os gays: uns nascem, outros se fazem, e outros são feitos!
E que ninguém pense de mim nada além do que aqui digo.
Reconheço, no entanto, estudando a história, que há “surtos” de nascimentos gays, escolhas gays, e formações e condicionamentos gays de tempos em tempos na história humana; especialmente do ocidente.
Também creio que uma das razoes pelas quais há mais gays no ocidente do que no oriente, assim como há mais gays urbanos do que indígenas, revela que além de casos de “anomalias”, há, sobretudo, a favorabilidade do ambiente cristão ocidental, o qual, pela moral neurótica, e pela fixação também neurótica na questão sexual, acabou por se tornar no maior viveiro de gays da Terra; tanto de gays-gays, como também dos “produzidos”; e, sobretudo, dos que se entregaram à orgia; fato esse muito mais comum no ocidente cristão e sexualmente compulsivo do que em qualquer outro lugar da Terra.
Esta é minha opinião!
E faz tempo que vejo, observo, estudo, lido, e me apiedo de tais situações!
Espero lhe ter sido útil!
Receba meu carinho!
Nele, em Quem todos são filhos quando o amam como Pai,
Caio
Marcadores: Cultura, Psicologia
De certa forma, o trabalho de um crítico é fácil. Nos arriscamos pouco e temos prazer em avaliar com superioridade os que nos submetem seu trabalho e reputação. Ganhamos fama com críticas negativas que são divertidas de escrever e ler. Mas a dura realidade que nós, críticos, devemos encarar é que no quadro geral, a mais simples porcaria talvez seja mais significativa do que a nossa crítica.
Depois que comecei a escrever para o blog Fé, Razão e Graça, entendi que, quando você critica gente famosa, você ganha IBOPE. Depois que critiquei o Caio Fabio pela sua postura diante da calunia do Marco Feliciano, o blog Fé Razão e Graça deu saltos enormes nas suas visitas diárias.
Desde então comecei a fazer algumas observações em vários blogs e sites, e percebi que, muitas são as críticas sem conteúdo e sem conhecimento autentico do assunto. Na verdade, muitos editores de blogs e sites não são críticos legítimos, pois só querem ganhar notoriedade em cima dos vacilo dos outros. São pessoas carentes de elogios e reconhecimentos. Ora, Freud disse que todo ser humano sente a necessidade de ser amado e reconhecido. Mas a Palavra diz que temos que fazer morrer esse sentimento maligno de sempre querer está diante dos holofotes.
Resolvi que não quero ser um crítico porcaria. Não quero criticar aquilo que não entendo e daquilo que eu não sei. Pois a maioria daqueles que se dizem críticos, são na verdade caçadores de aplausos e não fazem nada para o crescimento do reino de Deus, muito pelo contrario, trazem mais dúvidas ao povo cristão brasileiro expondo bizarrices com cara de humor e idiotices com vestes cínicas.
Temos que expor o que é de vergonhoso no nosso meio, mas, que sejam apresentadas suas devidas soluções.
"Texto retirado do filme Ratatouille"
Depois que comecei a escrever para o blog Fé, Razão e Graça, entendi que, quando você critica gente famosa, você ganha IBOPE. Depois que critiquei o Caio Fabio pela sua postura diante da calunia do Marco Feliciano, o blog Fé Razão e Graça deu saltos enormes nas suas visitas diárias.
Desde então comecei a fazer algumas observações em vários blogs e sites, e percebi que, muitas são as críticas sem conteúdo e sem conhecimento autentico do assunto. Na verdade, muitos editores de blogs e sites não são críticos legítimos, pois só querem ganhar notoriedade em cima dos vacilo dos outros. São pessoas carentes de elogios e reconhecimentos. Ora, Freud disse que todo ser humano sente a necessidade de ser amado e reconhecido. Mas a Palavra diz que temos que fazer morrer esse sentimento maligno de sempre querer está diante dos holofotes.
Resolvi que não quero ser um crítico porcaria. Não quero criticar aquilo que não entendo e daquilo que eu não sei. Pois a maioria daqueles que se dizem críticos, são na verdade caçadores de aplausos e não fazem nada para o crescimento do reino de Deus, muito pelo contrario, trazem mais dúvidas ao povo cristão brasileiro expondo bizarrices com cara de humor e idiotices com vestes cínicas.
Temos que expor o que é de vergonhoso no nosso meio, mas, que sejam apresentadas suas devidas soluções.
©2010 Lindiberg de Oliveira
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Há dois livros de autores nacionais no mercado editorial evangélico que discorrem sobre o bordão “Ouse sonhar” e o emprego da autoajuda pelo cristão, cujas abordagens se contrapõem.
O primeiro, de autoria do conhecido pastor Marco Feliciano, tem como título Ouse Sonhar — como usar as derrotas do passado para construir seu caminho para o sucesso, lançado recentemente pela editora Thomas Nelson Brasil. Essa editora reúne autores best-sellers como John C. Maxwell, Max Lucado, Augusto Cury, William Douglas, Silas Malafaia e Edir Macedo.
Segundo Feliciano, “O livro lançado pela editora TNB é diferente de todos os que foram lançados até hoje. Os outros livros atinham-se à vida cristã somente. Embora a leitura fortalecesse o espírito, muitas vezes a pessoa carecia de exemplo. Ouse Sonhar é leitura obrigatória para quem deseja viver a plenitude de Deus em sua vida”.
“Decidi que lutaria para vencer o preconceito e as dificuldades do meio social no qual nasci”, diz o aludido pastor no e-mail que me enviou para divulgar o livro. “Deus nos deu essa capacidade de fazer coisas, mas não há como efetivar nossos sonhos nutrindo amarguras. A nossa maior revolução é ter descoberto que, ao mudar as atitudes internas, podemos modificar aspectos que parecem imutáveis nas nossas vidas”, conclui.
O segundo livro que discorre sobre o bordão supramencionado e a autorajuda no meio evangélico é Erros que os Adoradores Devem Evitar, lançado pela CPAD há cerca de um mês.
“Ouse sonhar!
Existe uma tendência, hoje, de se pensar que todo e qualquer sonho (projeto) que um cristão possui provém do Senhor. Mas não é isso que a Palavra de Deus afirma. Pelo contrário, ela diz que enganoso é o coração (Jr 17.9). E isso vale também para o coração do salvo, pois a salvação não tira do ser humano, em definitivo, a sua inclinação natural para o mal (Rm 7.19,20). A obra salvífica, no presente, implica libertação do poder do pecado, e não da presença do pecado. (...)
Em nossos dias, temos visto — por conta do sucesso e da influência dos palestrantes e livros de autoajuda —, líderes, pregadores, cantores e crentes em geral confundindo os seus sonhos (projetos) com a vontade de Deus, como se os tais projetos e aspirações fossem implantados, injetados pelo Senhor, dentro de cada cristão. Pregadores e compositores têm dito ao povo: “Ouse sonhar! Você não morrerá antes que os sonhos de Deus se cumpram”, ou “Ouse sonhar! Os sonhos de Deus jamais vão morrer”, ou ainda: “Ouse sonhar! Não há limites para um sonhador”. No entanto, essas afirmações não resistem a uma análise bíblica.
Pregações e composições sobre os “sonhos de Deus” são exposições cristocêntricas às avessas. Por quê? Porque, numa explanação sobre Cristo e sua obra, assevera-se: “O Senhor Jesus salva! Ele cura, liberta, batiza com o Espírito! O nome de Jesus tem poder”. Mas, como é a exposição antropocêntrica, pregada ou cantada? “Você é um sonhador! Não há limites para você! Ouse sonhar! Você pode alcançar o que quiser! Sonhe os sonhos de Deus. Você é um vencedor! Suba, como Zaqueu, o mais alto que você puder. E a sua vitória terá sabor de mel”.
O Senhor disse: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (Jo 6.51). E a Palavra de Deus afirma que toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto (Tg 1.17). Mas a mensagem antropocêntrica prioriza a autoajuda, em detrimento da Ajuda do Alto. Ela visa a despertar nas pessoas o interesse pelo grande potencial que supostamente há dentro delas, ignorando que em nós, em nossa carne, não habita bem algum (Rm 7.18).
Não é pecado sonhar, no sentido de ter projetos. Mas nem sempre os nossos sonhos como projetos, aspirações, desejos, planos, ambições, estão de acordo com a vontade de Deus. O que está escrito em Provérbios 16.1 e 19.21 acerca dos projetos ou sonhos? “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da boca”. “Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá”. Em outras palavras, sonhamos, projetamos, desejamos... E o Senhor dirige a nossa vida.”
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
Nada mais horroroso do que “servir” a Deus por medo. Seja o medo da Ira Divina, seja o medo do Inferno, seja o medo das supostas maldições. Sofrer com perturbações diárias sob a idéia de um perigo iminente retira a paz de qualquer mortal. Muitos cristãos não temem a Deus no sentido sadio do termo, mas sim, sofrem apreensão quanto ao transcendental.
Agora, esse medo de Deus é produzido na maioria das vezes por pregações doentias. Pregações que ordenam aquilo que Deus não ordenou; pregações que criam regras que Deus não determinou; pregações que pronunciam maldições enquanto Deus pronuncia paz; pregações que prometem aquilo que Deus jamais prometeu. Os pregadores das boas novas tornam-se pregadores das más novas.
Muitos pensam que podem converter alguém pelo medo. Por isso enchem as suas palavras com um cenário de terror. Agora, estão completamente enganados. Primeiro porque é Deus quem converter o homem e o Senhor não utiliza de métodos que jamais conseguiram trocar o coração de um homem. Aqueles que se “convertem pelo medo” não permanecem na comunidade cristã, pois não estão firmados na Rocha.
Aqueles que “servem” a Deus por medo do Inferno estão enganando a si mesmos.
Aqueles que “servem” a Deus sob ameaças de maldições estão duplamente oprimidos. Então, cabe ao pregador do Evangelho (Boas Noticiais) mostrar que a realidade é cruel, mas que a esperança é maior: Jesus Cristo, o justo!
Fonte: Teologia Pentecostal
Agora, esse medo de Deus é produzido na maioria das vezes por pregações doentias. Pregações que ordenam aquilo que Deus não ordenou; pregações que criam regras que Deus não determinou; pregações que pronunciam maldições enquanto Deus pronuncia paz; pregações que prometem aquilo que Deus jamais prometeu. Os pregadores das boas novas tornam-se pregadores das más novas.
Muitos pensam que podem converter alguém pelo medo. Por isso enchem as suas palavras com um cenário de terror. Agora, estão completamente enganados. Primeiro porque é Deus quem converter o homem e o Senhor não utiliza de métodos que jamais conseguiram trocar o coração de um homem. Aqueles que se “convertem pelo medo” não permanecem na comunidade cristã, pois não estão firmados na Rocha.
Aqueles que “servem” a Deus por medo do Inferno estão enganando a si mesmos.
Aqueles que “servem” a Deus sob ameaças de maldições estão duplamente oprimidos. Então, cabe ao pregador do Evangelho (Boas Noticiais) mostrar que a realidade é cruel, mas que a esperança é maior: Jesus Cristo, o justo!
Fonte: Teologia Pentecostal
Marcadores: Neopentecostalismo
Cada vez são mais frequentes as críticas aos blogueiros que utilizam o humor. Não uso esse expediente, portanto não legislo em causa própria ao escrever este artigo. Tirando os textos que apontam os exageros, vejo que boa parte dos blogueiros estão simplesmente sem senso de humor. Há muita gravidade nesse estado de espírito. Pois ao criticarem esses blogs muitos mostram uma aversão pela leveza.
O “não me toque” contaminou a blogosfera. Se recebo uma crítica logo penso que as pessoas me odeiam. A paranoia de perseguição tomou de conta. Não é de hoje que observo isso. Nesses três anos que escrevo em blog já vi dezenas de debates. Todos importantes. Mas sempre havia quem levasse a discordância para o pessoal.
Neste momento, certamente alguém que leu os dois primeiros parágrafos já pensa: “Ele está falando de mim”, ou “ele escreve sobre fulano”. Não meu povo! Tais pensamentos já mostram o sentimento da defesa infantil. Quando escrevo isso lembro da minha infância, dos debates na faculdade e também da blogosfera.
É hora de encarar as críticas com humor
Quem acompanha este blog sabe que as críticas mais duras foram publicadas. Alguns criticam, criticam, criticam, mas depois também sabem reconhecer quando acham um texto bom. Não levo nada para casa, pois sei que aqui é um mundo virtual, e as letras soam sempre mais violentas do que o som de uma voz. Com exceção daqueles que xingam ou apelam pelo anonimato covarde, todos encontraram espaço para a sua opinião. Aliás, só mantenho o anonimato, pois muitos leitores não possuem perfil no Google.
É necessário bom humor, paciência e disposição para receber críticas contundentes ao se expor em uma mídia social - seja ela televisiva, radiofônica ou cibernética. Quem sempre apela para a seriedade e leva a ofensa para casa, acaba causando problemas para si, pois ou apela para o ataque ou sempre se esconde na defesa infantil. Ora, somos ou não novas criaturas? Vamos viver como velhos homens?
Quando alguém sorrir de você, sorria com ele (e não dele). - “Ah, vou parecer um idiota”. Que pareça! Talvez esse seja um dos sentidos de “dar a outra face” ao agressor. Tomara que as críticas venham; que os blogueiros satíricos se expandam e que o Reino de Deus cresça em nossas vidas. O inglês G. K. Chesterton dizia que a prova de uma boa religião é quando se pode rir dela. Parafraseando o romancista, a prova de um bom blogueiro cristão é quando se pode rir dele.
No politicamente correto, as palavras são medidas com um extremo cuidado para não atingir os adeptos do “não me toque”. Sejamos livres dessa praga.
Fonte: Teologia Pentecostal por Gutierres Siqueira
Marcadores: Cultura

Está cada vez mais difícil distinguir a crença e as práticas evangélicas dos dogmas romanistas. Historicamente, a igreja católica romana tem feito acréscimos ao ensinamento bíblico e modernamente os protestante também tem feito acréscimos, de modo que torna-se necessário reafirmar os Solas da Reforma Protestante.
SOLA ESCRIPTURA
Os romanistas jamais negaram a Bíblia como Palavra de Deus. Porém a ela, e sobre ela, colocaram a autoridade da tradição e a infalibilidade papal, de modo que a autoridade da igreja é que determina a autoridade da Bíblia. Os protestantes, proclamaram o Sola Scriptura, reconhecendo a suficiência das Escrituras e subordinando a ela qualquer outra autoridade, rejeitando qualquer ensino dissonante. Mas os evangélicos de hoje, tem posto à Bíblia de lado e aceitado profecias modernas, visões de anjos, relatos de visitas ao céu e ao inferno, além de se sujeitarem acriticamente a autoridade de apóstolos, bispos e pastores inventivos. Torna-se urgente proclamar de novo: a Bíblia somente!
SOLA GRATIA
Os romanistas também nunca chegaram a dizer que a graça não era fundamental à salvação. Mas à ela adicionaram penitências e sacramentos e até venderam indulgências para que, por elas, o homem fosse salvo. Os reformadores por sua vez afirmaram que a salvação, toda ela, do início ao fim, é obra da graça, sendo que até mesmo o arrependimento e a fé são dons de Deus. O evangélicos modernos tem deturpado a salvação pela graça, seja fazendo a salvação depender mais do livre-arbítrio que da graça, e exigindo sacrifícios financeiros para que o homem torne-se aceitável diante de Deus. É preciso declarar: Graça somente!
SOLA FIDE
Os romanistas sempre deram destaque à fé, mas lado a lado colocaram as obras, como os meios pelos quais o homem é salvo. Lutero e outros protestantes pregaram a justificação pela fé somente, rejeitando com veemência qualquer insinuação de que as obras obtém méritos para com Deus. A igreja evangélica de hoje tem se tornado tão legalista que depôs a fé e em seu lugar adotou um sistema legalista, onde o crente chega ao céu pela obediência e não pela confiança na obra de Cristo. A fé somente, deve ser nossa bandeira.
SOLUS CHRISTUS
Católicos romanos não negam a suficiencia de Cristo, no entanto dão tanta importância à Maria como intercessora que na prática ela é considerada co-redentora. Os protestantes, mesmo respeitando a pessoa de Maria reafirmaram a verdade bíblica de que não há outro mediador entre Deus e o homem, além de Jesus Cristo. Porém, os evangélicos modernos tem feito a salvação depender da mediação de homens e denominações, praticamente endeusando apóstolos, bispos e levitas. Precisamos reafirmar Jesus Cristo somente!
SOLI DEO GLORIA
Os romanistas não negam glória a Deus. Mas a pretexto de uma distinção artificial entre latria, dulia e hiperdulia, tem repartido a glória de Deus com um panteão de santos mortos. Os reformadores foram enfáticos em dar toda glória a Deus, reconhecendo que tudo provém dEle, por meio dEle e para Ele. Os evangélicos modernos tem seguido fórmulas, métodos e rituais prescritos por líderes mais carismáticos que íntegros, dando-lhes uma glória devida a Deus. Precisamos proclamar glória a Deus somente!
A dura realidade é que apesar de todo esforço dos reformadores, os evangélicos de hoje tem retrocedido suas práticas ao catolicismo medieval. Precisamos mais que nunca reafirmar os Cinco Solas.
Fonte: Cinco Solas
Marcadores: Teologia

Assim como o apóstolo Paulo, creio piamente na justificação pela fé (Romanos 1.17). Não quero aqui fazer da fé, da razão e da Graça três pilares da Igreja, não. Pois a Igreja é composta por apenas um pilar, uma Pedra angular, que é Cristo. E é justamente em Cristo, - que é a única coluna -, que essa fé tem que ser embasada.
Fé
Não quero propor uma fé como doutrina de confissão positiva, adotada pelos neopentecostais. A fé que quero apresentar, não é outra se não a que o Evangelho nos oferece. Pois vejo que nesses últimos anos a "igreja" evangélica instituiu uma nova "visão", que usa a fé como elemento de barganha, anulando totalmente a Graça. Como diz João Alexandre; "estão ressuscitando a Lei e pisando na Graça, negociando com Deus".
A doutrina da confissão positiva ensina que devemos proferir com nossa boca aquilo que queremos trazer à existência. Pela fé, o que falamos deve se tornar realidade. Tal doutrina prega que o crente não só deve ter a saúde em perfeito estado, mas também deve usufruir de grandes riquezas materiais nessa terra. E os precursores de tal ensinamento chegam ao ponto de dizer que devemos exigir de Deus as melhores roupas, os melhores carros, o melhor de tudo, pois tudo isso seria um direito do crente. O triunfalismo é tão presente no meio dessa bagunça toda que muitos chegam a afirmar que nós, crentes, somos deuses e usufruímos da mesma natureza de Deus (Kenneth Hagin, Valnice Milhomens, Miguel Ângelo, Benny Hinn, Marilyn Hickey, R.R. Soares...).
É impressionante como essas pessoas criam princípios distorcendo a Bíblia a seu bel-prazer. Usam promessas destinadas à nação de Israel, transferindo-as para hoje como se fosse uma verdade absoluta. ( Malaquias 3.10-12) por exemplo, se tornou um texto que a "igreja" estelionatáriamente tomou pra si. Um verso que era puramente circunstancial, pois os dízimos sempre estiveram estabelecidos em Israel, para o sustento da ordem Levitica. Usam ocasiões de vitoria de personagens históricos como; Davi, Sansão, Josué, Moises, Elias, etc., e esquece-se de suas árduas lutas e momentos de fraquezas, medos, covardias e timidez.
Não, não é essa a fé que quero pra mim. Não desejo essa fé de poder, de determinismo, onde se diz; "eu declaro", "eu ordeno", "eu determino". Esse tipo de atitude não muda o caráter de ninguém, muito pelo contrário, nos torna mais arrogantes, presunçosos e distantes do Trono, ao ponto de nos tornarmos "caçadores de Deus".
Não, não é essa a fé que quero pra mim. Hoje olho pra traz e me arrependo de ter pregado usando "chavões bíblicos", frases de auto-ajuda e clichê evangélico. (Percebi que essas são as sementes lançadas na beira do cominho; o qual foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram) Pois muitas pessoas que ouvem essas mensagens, achando que o Evangelho é oba-oba, uma hora cai na realidade, e a não suportam.
Não, não é essa a fé que quero pra mim. Não agüento mais ver os teólogos da prosperidade se exaltando por causa de seus títulos e mega-"igrejas". Hoje, os lideres que admiro, são aqueles com a capacidade de falar honestamente de suas fraquezas e medos, assim como Jesus e seus discípulos. O sermão do monte em Mateus 5, 6, 7 deveria ser o arquétipo do verdadeiro cristão.
Não, não é essa a fé que quero pra mim. A fé que anseio é aquela de você me dar um tapa na face, e eu, ter a coragem e a dignidade de virar o outro lado. Pois a fé está totalmente implexas e entrelaçadas com a Graça, e ambas geram amor, humildade, mansidão, esperança, etc..
Quero uma fé semelhante a da mulher Cananéia que além de se submeter ao julgamento de Jesus, se humilhou ainda mais dizendo; Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos (Mateus 15.27), e Jesus foi enfático em dizer; Ó mulher, grande é a tua fé!
Aspiro por uma fé semelhante a daquele centurião que, ao ter o seu servo doente, foi até Jesus procurar socorro (Mateus 8.5-10). A fé se encontra ali justamente na sua atitude de humilhação diante de Jesus. Ora, ele era um centurião, homem de grande autoridade (v.9), e mesmo assim ele diz; Senhor, não sou digno de que entres em minha casa (v. 8). Jesus se agraciou daquele homem romano ao ponto de dizer; Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta (v.10).
Não há dissociação entre fé, obras, Graça e Cristo. Tudo está conexo. Tudo é Graça, outorgada pelo Senhor, para que não haja presunção da nossa parte.
Razão
Aqui compartilho da mesma idéia de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino; a razão sempre será uma escrava da fé. Disse Agostinho: a fé busca, o entendimento encontra; por isso diz o profeta: Se não crerdes, não entendereis (Isaias 7.9). Ou seja, eu creio para compreender, e compreendo para (melhor) crer*.
Quando falo em razão, não estou me referindo aos racionalistas liberais da "igreja" moderna. O que me vem à mente é Romanos 12.1, onde diz que nosso culto tem quer racional. Ora, Deus me fez um ser racional e logo, crer também é pensar.
Também não proponho uma razão que seja capaz de estudar Deus, pois, crer nisso seria loucura. Para os gregos a razão era o espírito, portanto, tudo que daí procede já nasce fechado para os limites da razão. Assim a fé proposta pelo Evangelho, para eles era filosoficamente loucura. Pois, somente pela razão, é simplesmente impossível não ser loucura a nossa fé. A razão tem que existir, mas num ambiente de interrogação, questionamento e pesquisa diante da Palavra, e outras tantas vozes que existe por ai. E isso são ordens de Paulo (1Tessalonissences 5.21). Leia: Amando a Deus de todo entendimento, para você compreender melhor.
Graça
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2.8).
Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua Graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus (Romanos 3.23-24).
Mas onde abundou o pecado, superabundou a Graça (Romanos 5.20).
Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça (Romanos 6.14).
Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8.1).
Essa é a Graça que apresento, a mesma que foi oferecida por Paulo há quase dois mil anos atrás. Ora, em Jesus, se há Graça não há Lei, não há fanatismo, não há presunção, não há barganha, não há hipocrisia, não há religiosidade, não há arrogância e muitos outros elementos proporcionados mediante a lei.
©2010 Lindiberg de Oliveira
Texto retirado do blog Fé, Razão e Graça
Marcadores: Espiritualidade, Teologia
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